terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Internet e Seu Perigos

Em 1994, os primeiros servidores da Internet, uma rede internacional de computadores, começaram a operar no Brasil. Em 1999, mais de cinco milhões de brasileiros usaram a Internet no dia-a-dia. Até o ano 2003, calcula-se que mais de 20 milhões de brasileiros serão usuários dessa rede (Época, 20/12/99, páginas 98-99). A Internet representa a maior revolução em comunicação pessoal desde a televisão. Já influencia quase todos os aspectos das nossas vidas. De educação a esportes, de negócios a namoro, e de lazer a louvor, a Internet se tornou uma parte importante da vida de milhões de pessoas.

Como é que o servo de Deus deve encarar este novo meio de comunicação? Algumas pessoas o consideram uma ferramenta do Diabo. Outros vêem a Internet como uma oportunidade para comunicar com outras pessoas, até sobre os assuntos mais importantes, os que vêm da palavra do Senhor. O propósito deste artigo é tentar colocar em perspectiva a Internet, considerando alguns princípios bíblicos que devemos lembrar quando avaliamos e usamos essa rede internacional.

O que é a Internet?


Computadores transmitem mensagens por fios. Dentro de um computador, as mensagens são transmitidas do teclado para o processador, e do processador para outos dispositivos, tais como o monitor e as unidades de armazenagem (discos, fitas, etc.). A Internet nada mais é do que uma extensão desta comunicação, em que vários computadores são usados para comunicar, um com o outro, transmitindo qualquer tipo de informação que pode ser armazenada eletronicamente. Palavras, sons e imagens (fotografias e vídeos) podem ser transmitidos por uma simples ligação telefônica. A Internet é meramente um meio de comunicação.
A Internet facilita a comunicação

Qualquer coisa boa que pode ser comunicada entre seres humanos vai longe com grande facilidade pela Internet. Ela serve como ferramenta poderosa para manter contato entre parentes e amigos separados por grandes distâncias. É útil na pesquisa educacional, profissional e até religiosa, pois oferece acesso rápido a muitos textos e imagens de todos os cantos do mundo. Este artigo que você está lendo apareceu na Internet antes de ser distribuído pelo correio na edição tradicional do boletim. Notícias de qualquer lugar no mundo chegam em poucos instantes, permitindo um contato maior entre pessoas.

A capacidade de se comunicar com palavras é um presente que Deus deu aos homens desde a criação do primeiro casal. Tudo que a Bíblia fala sobre o uso da língua deve ser aplicado à comunicação pela Internet. "Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. . . . Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem" (Efésios 4:25,29). "Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar; tardio para se irar.... Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã." (Tiago 1:19,26).

Sabemos que a língua é difícil de controlar e que ela facilmente machuca outras pessoas (Tiago 3:1-12). A Internet apresenta uma tentação enorme para quem não aprendeu segurar a língua. Qualquer mensagem, mesmo mentiras, fofocas, e falsas acusações, pode chegar ao outro lado do mundo em meros segundos. E, pior que a conversa particular ou por telefone, neste ponto a Internet facilita a comunicação a centenas ou milhares de pessoas em poucos instantes.

Alguns perigos da Internet

Qualquer coisa que o homem pode imprimir no papel pode ser colocada na Internet. Pesquisas, literatura, notícias, etc. se encontram na Internet. Mas, há alguns perigos neste aspecto da rede.

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Qualquer pessoa pode colocar suas idéias na Internet. No passado, a comunicação de idéias ao público era privilégio das poucas pessoas com influência ou recursos para imprimir suas publicações ou produzir programas de televisão ou rádio. Hoje, qualquer pessoa pode comunicar pela Internet, mesmo as pessoas que não têm nenhum conhecimento dos assuntos tratados. (Veja Atos 17:11). A censura da Internet é praticamente impossível. Com mais de 3,5 milhões de sites (locais onde pessoas podem procurar informações) e 200 milhões de usuários no mundo inteiro, cada um capaz de colocar suas idéias na frente de outras pessoas (Época, 20/12/99, página 93), não existe governo capaz de controlar o conteúdo da Internet. Esse fato tem seu lado bom, em saber que ninguém pode suprimir artigos como este. Mas, ao mesmo tempo, há muitas coisas erradas facilmente disponíveis na rede. Há milhares de sites que incentivam inimizade, violência, imoralidade, rebelião, adoração ao Diabo, etc. Correio eletrônico (e-mail) e sites de bate-papo podem ser usados por pessoas maldosas com intenções impuras ou criminosas.Ž A disponibilidade de muitas informações, quase de graça, convida o usuário a ficar viciado na rede. Tempo que deveria ser usado para orar, estudar a Bíblia, louvar ao Senhor, estar com a família e com outras pessoas acaba sendo gasto na frente de uma tela de 14 polegadas. A Internet pode contribuir à solidão. Parece engraçado! Uma ferramenta que abre portas de comunicação com o mundo inteiro acaba, muitas vezes, criando mais isolação e solidão. Na segurança do próprio lar, uma pessoa pode se comunicar com muitos sem ter contato pessoal com ninguém. Deus nos criou como seres sociais, precisando de contato com outras pessoas. Por isso, ele nos deu o casamento, a família e a igreja. Nós precisamos de outras pessoas. Uso descontrolado da Internet rouba as pessoas deste contato essencial com outros.Sugestões para o uso da Internet

Amelhor sugestão sobre o uso da Internet foi feita mais de 1.900 anos antes dela! Paulo, um dos apóstolos do Senhor, disse: "Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento" (Filipenses 4:8). Seria bom se tivesse como colar este versículo do lado do monitor de cada computador no mundo. Este mandamento de Deus exige uma preocupação da nossa parte quando assistimos à televisão, escutamos música ou entramos na Internet. Mas, de todos esses meios de comunicação, é a Internet que exige mais cuidado. Algumas sugestões:

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Pais devem sempre supervisionar o uso da Internet por crianças e jovens. Imagine uma banca de jornais com milhares de revistas pornográficas, livros que incentivam a adoração de Satanás, e outros que ensinam como conseguir armas e fazer bombas, junto com uma locadora de vídeos igualmente maus. Agora, imagine a seguinte placa na frente deste comércio: "Entrada franca para pessoas de qualquer idade. Toda a nossa mercadoria é de graça. Fique à vontade e leve o que quiser!" Infelizmente, a Internet, mal-usada, pode ser exatamente assim. Pesquisas mostram que qualquer pessoa, até uma criança, pode acessar textos, imagens e conversas absolutamente horríveis, sem pagar nada. Existem programas para facilitar os esforços dos pais a controlar o acesso dos filhos aos sites inapropriados, mas não há garantia que sempre conseguem identificar e bloquear as coisas erradas. Uma boa regra é de não deixar os filhos usar a Internet se não tiver um dos pais presente supervisionando. Qualquer usuário deve controlar seu tempo na rede, nunca deixando de fazer as coisas mais importantes. Enquanto a Internet oferece coisas que podem ajudar no estudo da Bíblia, ninguém deve se enganar pensando que tempo navegando de um site para outro é tempo investido no estudo das Escrituras. Clique em "desconectar" e abra a sua Bíblia! "Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus" (Efésios 5:15-16).Ž Mantenha o computador de sua família num lugar aberto e acessível. "E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha. Mas todas as coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas, porque tudo que se manifesta é luz" (Efésios 5:11-13). Se um televisor no quarto de jovens ou crianças é perigoso, imagine o perigo muitas vezes maior de um computador, ligado à Internet, no quarto de alguém que ainda não tem maturidade para se controlar. Esta sugestão não aplica somente aos jovens. Muitos casamentos já foram estragados pelo acesso fácil à pornografia na rede, ou pela facilidade de começar um caso extra-conjugal pelo e-mail. Continue se comunicando com sua família. Não deixe as maravilhas da tecnologia roubarem sua família do precioso dom de comunicação que Deus deu para todos nós. Desligue o sistema de som, o televisor, e o computador e fale com sua família. Ensine seus filhos; ouça a sua esposa ou o seu marido; ore com sua família; estude a Bíblia juntos. 3.500 anos atrás, Deus pediu que os pais falassem com os filhos sobre a palavra dele "assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te" (Deuteronômio 6:7). Este conselho é bom para hoje, também.
Conclusão
Deus criou a comunicação humana para o nosso bem. Desde Gênesis 3, o Diabo tem pervertido este dom de Deus para envolver o homem no pecado. A Internet é um meio de comunicação. Pode ser pervertido pelos servos de Satanás, ou bem empregado pelos servos de Deus.

- por Dennis Allan



Fonte:http://www.estudosdabiblia.net/d73.htm

Violência Nas Escolas Brasileiras

                                                                               Violência na escola pode custar US$ 943 milhões ao ano no Brasil, diz relatório
De acordo com a organização de defesa das crianças o bullying atinge países desenvolvidos e em desenvolvimento
Um estudo internacional estima que o custo da violência nas escolas no Brasil pode chegar a US$ 943 milhões por ano.
A pesquisa foi feita pela organização britânica de defesa das crianças Plan International e o Instituto Overseas Development (ODI, na sigla em inglês). Segundo o relatório publicado, o custo da violência nas escolas, apenas levando em conta os benefícios sociais aplicados anteriormente, pode chegar a US$ 60 bilhões se computados todos os 13 países pesquisados. No cálculo foi considerada a perda de ganhos de uma pessoa que deixa de comparecer à aula ou desiste da escola por causa da violência e mediu também as perdas do investimento público em educação devido às faltas dos alunos nas escolas.

De acordo com o relatório, os Estados Unidos, por exemplo, pagam um alto preço pela violência entre jovens, dentro e fora da escola. A Plan International estima que o custo total de todas as formas de violência juvenil entre os americanos chega a US$ 158 bilhões.

E para o Brasil, o caso não parece ser diferente, segundo o levantamento.

"Muitas escolas no Brasil se transformaram em lugares perigosos para crianças, com violência brutal e até homicídio, além de abuso sexual, roubos e danos à propriedade", alerta o documento.

"84% dos estudantes que participaram da pesquisa feita em seis capitais brasileiras acharam suas escolas violentas e 70% disseram que foram vítimas de abusos."

"Isto reflete os altos níveis de violência na sociedade brasileira. A estimativa é de que a violência entre jovens tenha um custo de US$ 19 bilhões por ano, sendo que destes US$ 943 milhões podem ser ligados a violência na escola", informou o relatório.

Poucos dados

Segundo o documento da Plan International, a violência nas escolas é um problema que afeta igualmente países desenvolvidos e em desenvolvimento. No entanto, a organização reconhece que é "impossível calcular a verdadeira extensão (do problema), pois as crianças geralmente têm muita vergonha ou muito medo de falar a qualquer um sobre isso".

O relatório descreve uma "relação próxima" entre o bullying nas escolas e a violência entre jovens.

De acordo com o estudo, entre 20% e 65% das crianças no mundo todo afirmam que sofreram bullying, mas esta proporção pode ser maior, pois a organização afirma que a violência na escola é pouco denunciada.

Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de um quinto dos estudantes do equivalente ao ensino médio afirmaram que foram vítimas de abuso várias vezes, de acordo com dados coletados pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

A prevalência do bullying nas escolas americanas é tão alta que o CDC trata o problema como uma questão de saúde pública.

"Como resultado, você não vai à escola, você está perdendo a oportunidade de aprender", afirma Julie Hertzog, diretora do Centro Nacional Americano para Prevenção do Bullying, dirigido pela organização de defesa das crianças Pacer.

Para o diretor-executivo do grupo de defesa americano CeaseFire, Gary Slutkin, o bullying não está diretamente ligado à violência entre jovens.

"Bullying não é a mesma coisa que violência letal mas pode se agravar progressivamente, e a sociedade americana está gradualmente tomando a decisão de que (o bullying) não é mais aceito como algo normal", disse Slutkin, cuja organização trata a violência entre jovens com o uso de um modelo de saúde pública.
Fonte:http://www.ivanilson.com/2010/10/violencia-na-escola-pode-custar-us-943.html

Problemas Sociais Nas Escolas Brasileiras:Drogas


   "Já experimentei maconha, ecstasy, LSD e lança perfume, sempre em festas e na companhia de amigos. Na minha escola, entre os mais velhos, difícil é achar quem nunca usou nenhuma dessas coisas". A declaração é de uma garota de apenas 14 anos, que estuda em um colégio de classe média de São Paulo. Há ainda um dado a ser acrescentando na já preocupante relação entre jovens e drogas: a escola, local onde crianças e adolescentes passam a maior parte do tempo, vem se tornando a porta de entrada para o mundo da experimentação.
"É ali que os jovens aprendem a beijar e têm sua iniciação sexual, mas também pode ser ali o lugar onde eles terão o primeiro contato com as drogas", afirma Ronaldo Laranjeira, psiquiatra e coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Geralmente, a experiência começa com drogas legais, como álcool, tabaco e cola de sapateiro. Em seguida, entram as drogas ilícitas e, entre essas, a maconha está em primeiro lugar quando se trata de ambiente escolar."
Não há números globais sobre a penetração das drogas na escolas brasileiras. Contudo, a impressão generalizada e os dados esparsos indicam que ela avança. "Pesquisas locais já apontavam para o uso precoce dessas substâncias", revela Paulina Vieira Duarte, titular da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad).
Aula anti-droga - O problema já bateu às portas da cúpula da educação pública no Brasil. Prova disso é que, no próximos dia 17, professores de todo o país encerrarão um curso de capacitação à distância para lidar com o assunto. A ação é uma parceria entre o Ministério da Educação (MEC), a Universidade de Brasília (UnB) e a Senad.
O objetivo é formar profissionais capazes de abordar adolescentes já usuários de drogas e conscientizar aqueles que ainda não se envolveram com esse tipo de problema. Constam do treinamento também orientações sobre como lidar com uma constatação crescente: o consumo e eventualmente até o tráfico de drogas se dá dentro dos muros da escola.
O crescimento do números de profissionais treinados pelo MEC dá uma ideia da evolução desses problemas: em 2004, na primeira edição da capacitação, foram 5.000 educadores provenientes de mil escolas públicas do país. Neste ano, serão 25.000, de 4.658 unidades de todos os estados.
"A ainda há uma demanda reprimida de mais de 15.000 vagas", afirma Paulina, da Senad. "Precisamos preparar os professores para que eles saibam abordar o problema de drogas nas escolas, além de realizar o encaminhamento adequado para a rede de serviços de atenção a usuários e seus familiares".
De acordo com pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Unifesp, 57% dos jovens entre 12 e 17 anos consideram que obter drogas em "qualquer momento" é "muito fácil". Em 2001, 48,3% já tinham ingerido álcool; três anos depois, eram 54,3%. O consumo de maconha também subiu: de 6,9%, em 2001, para 8,8% em 2005


fonte:http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/drogas-perigo-ronda-escolas